segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Como medimos o que nos fazem felizes?
Sempre achei que o maior sentimento, que causava maior tristeza em mim era a saudade. Mas o sentimento do fim é inexplicável. A morte é fim, a saudade é consequencia do fim. Fim de um amor. Dos frios na barriga, do sentimendo que é tão concorrido desde sempre. Sempre tem uma hora que o fim está perto, em qualquer coisa na vida. Sempre vamos ter o aperto, a dor, a triteza(ou alegria) de se chegar ao final...
Sinto saudade de tudo o que acabou. Da minha infâcia, das roupas que usava, das formas que sonhava, das ilusões que fazia, das amizades que tive, as metas que alcancei e das que não alcancei, das palhaçadas, das matérias antigas, dos professores do infantil, das mamadeiras toda manhã antes de ir à aula. Saudade das preocupações que eu não tinha, da forma que vivia sem me preocupar... Sinto falta de mim! Que talvez tenha acabado também...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

E as coisas vão mudando aos poucos. É o orgulho que surge, o aperto do fim e as lágrimas sempre nos olhos. E as diferenças vão ficando ainda mais difíceis de superar.
É uma foto, uma frase, uma palavra. É pouca coisa que demonstra a mudança que tivemos, mas são coisas tão pequenas que se tornam gigantes para um coração, para um sentimento.
Se pudéssemos escolher, eu voltaria e viveria tudo outra vez. Mas não é assim, então deixo nas mãos do destino.
O final a gente não sabe. Mas se houver saudade, tristeza, choro, o tempo cura. Ele é único remédio.
“Sorte de hoje: Agora é a hora de tentar algo novo”

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Nada do que já passamos juntos eu vejo como um conto de fadas. Mas foi tudo tão feliz, vivido tão intensamente, com tanto amor. Não me arrependo um instante sequer do que já fiz por nós, do que já fiz por você, meu amor. Não me esqueço, um segundo sequer, do quanto posso contar com você, de quanta ajuda você me deu e ainda irá dar. Dos tantos abraços ganhos, das lágrimas que muitas vezes você não viu cair, e foram sim, de felicidade, de amor, de carinho, de amizade, de saudade. Eu não posso apagar meu passado, não posso dizer que tudo que passei sumiu de meus pensamentos, da minha memória. Como diz um amigo “cada um passa em sua vida de uma maneira, não se pode apagar nada nem ninguém”. Não quero que você fique triste, não quero te fazer mal, logo à você, uma pessoa que me proporciona tantos momentos de felicidade. Você é uma grande pessoa, com um coração enorme, apesar dos nervosismos e dos rancores que você guarda. Eu, só queria dizer, que não importa o que aconteça daqui pra frente, mas você pode contar comigo, meu amigo, meu amor, pra qualquer momento da sua vida, eu estarei lá, pra te dar quantos abraços forem necessários.
“(...)nada vai conseguir mudar o que ficou (...)”

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Falar de morte não é um assunto muito bom para entrar em pauta nas conversas do dia a dia, mas é um medo, talvez o único, que não está presente em mim. Não, não possuo o medo de um dia deixar tudo para trás e ir para outro lugar. Tenho medo sim, de que um dia alguém que amo me deixe, mas não da minha morte. Escrever sobre isso me dá um certo aperto no peito... Morte, uma palavra tão forte, tão triste, tão séria e tão dolorosa...
Talvez seja um pecado eu dizer que não tenho medo, e me tratar dela, em referência a mim como uma coisa tão simples... Pecado pelo fato de que pessoas jovens, ou não, já se foram e deixaram pessoas chorando por elas terem ido, sem ao menos terem se despedido. Uma música sempre me faz pensar um pouco sobre esse assunto de destino, de ir ou não: “enquanto a sua ida puder fazer alguém chorar, é sinal que a sua vida ainda não deve acabar”. Triste é ir sem deixar pessoas que desejam te encontrar um dia. Triste é ir sem deixar lembranças. Sem deixar sorrisos, sem deixar amores, sem deixar saudade. Triste é ir sem um passado, sem uma história. Triste é ir por um motivo covarde, um motivo sem causas. O medo que tenho é o de um dia ter que ver uma pessoa que amo indo, sem dizer um adeus. Tirando isso, o que não matar, engorda.